Quando falamos em tipos de pegada na academia, estamos nos referindo à forma como seguramos halteres, barras ou outros equipamentos durante os exercícios. Essa variação pode influenciar diretamente no recrutamento muscular, na segurança e nos resultados do treino. Escolher a pegada correta é essencial para evitar lesões e maximizar o desempenho, seja no supino, na barra fixa ou no levantamento terra.
Existem diferentes tipos de pegada na academia, cada uma com sua função específica. A pegada pronada, supinada e neutra são as mais comuns, mas também há variações como a pegada mista e a pegada falsa (hook grip). Dominar essas técnicas pode fazer a diferença entre um treino eficiente e um movimento mal executado, que sobrecarrega articulações ou músculos errados.
Neste guia, vamos explorar os principais tipos de pegada na academia, quando usá-las e como adaptá-las aos seus objetivos. Se você busca hipertrofia, força ou resistência, entender essas variações ajudará a otimizar seus exercícios. Vamos começar com as pegadas básicas e depois avançar para aplicações práticas em diferentes treinos.

O que são os tipos de pegada na academia?
Os tipos de pegada na academia referem-se às diferentes formas de segurar barras, halteres, kettlebells e outros equipamentos durante os exercícios. Elas determinam quais músculos são mais ativados, a amplitude do movimento e até mesmo a segurança da execução. Por exemplo, uma simples mudança na pegada pode transformar um exercício de costas em um foco maior para os bíceps ou antebraços.
Entre os principais tipos de pegada na academia, destacam-se a pronada (palmas para baixo), supinada (palmas para cima) e neutra (palmas voltadas uma para a outra). Cada uma dessas variações altera a biomecânica do movimento, influenciando na distribuição de força e no risco de lesões. Além disso, atletas de powerlifting e levantamento olímpico costumam usar pegadas específicas, como a mista ou a hook grip, para melhorar a performance em levantamentos pesados.
Entender esses conceitos é fundamental para quem busca evolução nos treinos. Uma pegada mal executada pode limitar seus ganhos ou até causar dores crônicas nos punhos, cotovelos e ombros. Por outro lado, ao dominar as variações, você consegue adaptar os exercícios conforme seu objetivo – seja para aumentar a força, melhorar a definição muscular ou evitar desgastes articulares.
Pegada Pronada (Overhand Grip)
A pegada pronada, também conhecida como overhand grip, é caracterizada por segurar a barra ou halter com as palmas das mãos voltadas para baixo. Essa é uma das tipos de pegada na academia mais utilizadas em exercícios como a barra fixa, remada curvada e levantamento terra convencional. Ela exige mais dos músculos das costas e dos antebraços, sendo ótima para desenvolver força de preensão.
Um exemplo prático da pegada pronada é o pull-up (barra fixa tradicional). Nesse movimento, as mãos posicionadas para frente aumentam a ativação do latíssimo do dorso (costas) e reduzem a participação dos bíceps. No entanto, iniciantes podem sentir dificuldade devido à menor assistência dos braços, por isso é comum usar faixas de auxílio ou máquinas assistidas no começo.
Pontos importantes sobre a pegada pronada:
- Aumenta o desafio para os antebraços e dorsais.
- Pode ser mais difícil para quem tem pouca força de preensão.
- Usada em exercícios como deadlifts, bent-over rows e pull-ups.
Pegada Supinada (Underhand Grip)
A pegada supinada, ou underhand grip, é o oposto da pronada: as palmas das mãos ficam voltadas para cima. Esse é um dos tipos de pegada na academia que coloca os bíceps em maior evidência, sendo muito usado no chin-up (barra fixa com pegada invertida) e no biceps curl. Por recrutar mais os braços, ela facilita a execução para quem está começando.
Um bom exemplo de aplicação é o chin-up, onde a pegada supinada permite um maior envolvimento dos bíceps e do músculo braquial. Isso torna o exercício mais acessível para quem ainda não tem força suficiente na pegada pronada. Além disso, essa pegada é frequentemente usada no supino com barra em alguns estilos de treino, pois pode reduzir a tensão nos ombros em comparação com a pegada pronada.
Vantagens da pegada supinada:
- Maior ativação dos bíceps e antebraços.
- Pode ser mais confortável para os ombros em alguns exercícios.
- Ideal para quem busca hipertrofia dos membros superiores.
Pegada Neutra (Martelo)
A pegada neutra, também conhecida como pegada martelo, é um dos tipos de pegada na academia mais versáteis e seguras para articulações. Nela, as palmas das mãos ficam voltadas uma para a outra, como quando segura um martelo – daí o nome. Essa posição é intermediária entre a pronada e a supinada, reduzindo a tensão nos punhos e cotovelos enquanto mantém um bom recrutamento muscular. Se você quer melhorar sua pegada sem sobrecarregar as articulações, essa é uma excelente opção.
Um dos exercícios mais clássicos com pegada neutra é a rosca martelo, que trabalha bíceps, braquial e antebraços de forma equilibrada. Outro exemplo é o pull-up com pegada neutra, que diminui o estresse nos ombros em comparação com a pegada pronada, sendo ideal para quem tem mobilidade limitada.
Por que a pegada neutra ajuda a melhorar sua pegada?
- Menor impacto nas articulações: Ideal para quem tem dores nos punhos ou cotovelos.
- Ativação muscular equilibrada: Engaja bíceps, antebraços e ombros sem sobrecarregar um único grupo.
- Versatilidade: Pode ser usada em halteres, barras paralelas e kettlebells.
Pegada Ideal para Cada Exercício: Guia Prático
Escolher a pegada correta pode transformar seu treino, potencializando resultados e evitando lesões. Cada exercício exige um posicionamento específico das mãos para ativar os músculos corretamente e manter a segurança articular. Neste guia, você descobrirá como adaptar sua pegada para movimentos como supino, barra fixa e levantamento terra, com dicas práticas para otimizar cada execução.
Para exercícios de costas e puxadas, como a barra fixa, a pegada pronada (mãos viradas para frente) prioriza o trabalho do latíssimo do dorso, enquanto a versão supinada (mãos voltadas para você) recruta mais os bíceps. Já no supino, a pegada pronada tradicional é a mais segura para os ombros, mas variações com pegada mais fechada ou supinada podem ser usadas por atletas experientes com objetivos específicos.
No levantamento terra, a escolha da pegada depende do peso e da biomecânica individual. A pegada pronada dupla é comum para cargas moderadas, mas muitos optam pela pegada mista (uma mão pronada, outra supinada para cargas pesadas, evitando que a barra escape. Lembre-se: o posicionamento das mãos deve sempre priorizar a estabilidade e o conforto articular, nunca comprometer a técnica.
Conclusão: Tipos de pegada na academia
Entender os diferentes tipos de pegada na academia é essencial para quem busca maximizar ganhos musculares e prevenir lesões. Como vimos, cada variação – pronada, supinada, neutra ou mista – ativa grupos musculares específicos e influencia diretamente sua performance. A escolha certa pode significar a diferença entre um treino eficiente e movimentos que limitam seu progresso ou sobrecarregam articulações.
Para aplicar esse conhecimento na prática, comece observando como pequenas alterações na pegada modificam a ativação muscular em exercícios como barra fixa, supino e levantamento terra. Lembre-se que fatores como largura das mãos, posição dos polegares e angulação dos punhos devem ser ajustados conforme seu objetivo e biotipo. A consistência nesses detalhes técnicos é o que separa resultados medianos de transformações significativas.
Incluir variações de pegada em sua periodização também evita adaptações musculares e mantém os estímulos sempre desafiadores. Experimente ciclos focados em pegadas diferentes para desenvolver força equilibrada e proporções harmoniosas. Com o tempo, você desenvolverá a percepção para escolher intuitivamente a melhor pegada em cada situação de treino.